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Diante de uma economia onde os comércios enfrentam uma concorrência acirrada, uma peça-chave para vender e ter o saldo positivo é garantir a satisfação do cliente nos mais diversos aspectos, que vão desde o atendimento à organização e limpeza do estabelecimento, preço, qualidade do produto e etc. Até a disposição dos produtos tem influência, mesmo que inconsciente, no processo de decisão de compra do consumidor. Então, sim, o layout do mercado e outros estabelecimentos impacta na decisão de compra!

Pensando nos supermercados, o espaço é estruturado por departamentos que disponibilizam produtos organizados por categorias como hortifruti, massas, bebidas, frios e laticínios, carnes, higiene pessoal, entre outros. Agora, já parou para pensar na distribuição dessas categorias e dos produtos dentro delas? Tem motivo e estratégia por trás disso!

Layout no processo de compra

O layout de um estabelecimento diz respeito ao posicionamento físico dos recursos e pretende fazer com que os clientes permaneçam mais tempo no local, encontrem os produtos com facilidade e, consequentemente, comprem mais. Além de combinar produtos, clientes e funcionários de forma prática e eficiente para atender os desejos e funções de cada um.

A jornada de compra pode ser influenciada por fatores físicos e internos do estabelecimento. Primeiro, ao estimular os sentidos através de cores, iluminação, odores, paredes, apelo ao tato, som e apelo ao paladar. E, também, ao facilitar a comunicação e o processo de compra através da comunicação visual, precificação, mercadoria, tecnologia e equipamentos de exposição. 

O principal ponto para considerar no planejamento de um layout é a exposição das mercadorias, afinal, o que não é visto não é lembrado (ou comprado). Por isso, é fundamental criar espaços que exponham e valorizem os produtos, a fim de proporcionar um ambiente agradável, facilitar a compra, economizar tempo e lembrar o consumidor das suas próprias necessidades. Além de, é claro, investir em um layout e equipamentos que tragam economia de recursos ao estabelecimento.

Ilhas de exposição

Um ponto estratégico e com bom aproveitamento do espaço são as ilhas de exposição que ficam dispostas em lugares dentro do campo de visão geral do consumidor e, ainda, nos principais locais de tráfego do público.

As ilhas de exposição geralmente possuem controle de temperatura – sendo ilhas de refrigeração – e são ideais para deixar os produtos bem à vista do consumidor e, ainda, garantir que os alimentos e bebidas estejam sempre frescos, gelados ou congelados. 

De forma que até mesmo a temperatura de um item pode impactar na escolha do consumidor ao levar ou não determinado produto. Afinal, em um dia de calor, certamente o consumidor está procurando por uma bebida gelada, não é mesmo? Então, garantir que os produtos estejam à mão e exatamente da forma que o cliente deseja é fundamental na decisão de compra e satisfação do mesmo.

Dicas de layout

Como toda boa estratégia, o layout de supermercados e outros estabelecimentos é muito bem pensado e, para se ter uma noção, confira algumas dicas e percepções a respeito do nível de altura dos produtos expostos:

  • Acima da cabeça

Você fica olhando para cima quando vai ao mercado? Certamente não, e é por isso que os produtos com pouca procura ficam na parte de cima das gôndolas e prateleiras. 

  • Altura dos olhos

Essa pode ser chamada de “altura nobre”, pois é a altura com maior retorno de vendas. Aqui, são expostos os produtos mais lucrativos e de menor saída, assim como produtos de compra por impulso. 

  • Linha da cintura

Também é um nível de grande visibilidade e fácil acesso, oferecendo grande impacto nas vendas, como as ilhas de refrigeração. Geralmente é destinado para insumos de grande procura.

  • Abaixo da cintura

Como não faz mais parte do campo de visão do consumidor, este espaço é destinado aos produtos mais baratos e com grande rotatividade, pois, como são itens essenciais, serão procurados pelo cliente de uma forma ou de outra.

  • Chão

Somente para produtos pesados! Dessa forma diminui os riscos de acidentes e perdas por manuseio errado do próprio cliente.

Este é somente o começo, mas se quer saber como começar a implantar essa estratégia no seu comércio, o primeiro passo é conhecer o seu público e entender o comportamento e experiência dos seus consumidores!